sábado, 13 de dezembro de 2014

ARREPENDIMENTO TARDIO

Venho acompanhando as últimas notícias sobre a Operação Lava Jato, que a cada novidade ou acontecimento, vem cada vez mais surpreendendo e chocando o povo brasileiro. Na acareação ocorrida no último dia 2 de dezembro entre os diretores da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e Nestor Ceveró, ficou claro a percepção que um dos dois estava mentindo, e todos percebemos que o Nestor Ceveró é o candidato a ganhar o troféu de ¨Mentiroso do Ano¨ (embora sua aparência lembre o personagem Quasímodo, do grande autor Vitor Hugo), posto que o Paulo Roberto Costa teria dado as provas do que estava relatando. E num determinado momento, o mesmo disse que ficou enojado com tanta roubalheira, que ele coordenava, junto com outro diretores!!!. É, Sr. Paulo Roberto Costa, na eminência de ser preso e ficar alguns anos na prisão, o Sr. optou pela delação premiada, ou seja, tentou amenizar o que seria um castigo maior de ser preso, lógico que afetando sua família, porém não venham os deputados e senadores da comissão mista destas irregularidades dizerem que se ele não denunciasse, não saberíamos destas práticas. Utopia... com certeza os agentes da PF já tinham todo o material. Talvez se não fosse a delação premiada, demoraria um pouco mais, e precisavam de mais estofo nas denuncias. Só que o dinheiro que ele devolverá, talvez não chegue nem a metade do que ele usurpou. Não sejamos ingênuos, o Brasil precisa de um bisturi muito afiado para cortar os desmandos, a roubalheira, anos de passividade deste povo sofrido, mas amável, de maioria de trabalhadores, que lutam para ter um Brasil melhor. Encerro, como simples observadora, um trecho do tratado do Estoicismo de Epicteto (55 d.C-135 d.C), que foi escrito por volta de 93 d.C, que penso que é o nosso ideal (longíneo): ¨Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a repulsa – em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos públicos – em suma: tudo quanto não seja ação nossa. Por natureza, as coisas que são encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são débeis, escravas, obstruídas, de outrem. Lembra então que, se pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás, censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a nada nocivo... e absolutamente não atingirás aquelas coisas por meio das quais unicamente resultam a liberdade e a felicidade¨

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